Sentimentos,Futuro.
Medos.
Medos que sufocam,
Infernizam,
E não querem sair.
Medos que não saem da cabeça,
Não te deixa quieta,
Não sossega dentro de si.
Por um simples ato, por tudo a perder.
Por um suspiro, apenas,
Um instante se quer,
Que pode mudar tudo.
Um olhar que diz tudo,
Sem dizer nada.
Duas pontas, duas dúvidas, duas angústias.
A mesma cor, o mesmo medo, a mesma incerteza.
Uma vida.
O silêncio que inquieta, que tortura.
O grito que te sufoca.
A visão das conseqüências.
A cegueira que não te deixa ver.
Medos.
Por que não arriscar?
Por que não jogar tudo para o alto?
Por que não chutar o balde?
Para que medir cada ato?
Para que medir cada palavra?
Para que medir cada gesto?
Simplesmente chega.
Não quero mais viver de medos.
Quero curtir o momento.
O futuro curtirei quando virar presente.
Enxergar, ouvir, já não importa mais.
Pelo menos não agora.
Não devo medir tanto o que fazer,
Porque se não acabo não fazendo
E quero fazer.
Por tanto irei viver.
Pelos menos por um instante não irei pensar.
22 de setembro de 2008
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