Acordo tão leve, como nunca.Esqueço das preocupações, do estresse,
Nem pareço estar na cidade,
Perto do movimento.
Não estou dentro de mim.
Não entendo por que,
Nem quero me dar ao trabalho de descobrir,
E, de repente, estragar tudo.
Estranho, me sinto um pássaro.
Leve, bem leve.
Um pássaro livre,
Que sente o vento bater,
O sol brilhar,
A garoa fina,
As folhas se mexendo conforme a batida do vento,
Uma delas flutua, até atingir o chão.
Parece tudo fazer sentido,
Mesmo sem eu saber.
Tudo o que preciso
Tenho neste momento.
Uma fruta cai,
A como, saboreando cada pedacinho.
É um gosto nem azedo,
Nem amargo,
Nem doce,
Muito menos salgado.
É bom.
Apenas posso dizer isso.
Surpreendentemente deliciosa.
Volto a voar, sentindo a brisa.
Olho a nuvem, branca, quase transparente.
Olho para o mar, para seu movimento
Vai e volta,
Tranquila,
Sem pressa,
Curtindo,
É assim que me sinto.
Um pássaro, sem direção,
Que, apreciando tudo,
Vai, mas volta.
22 setembro de 2008
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