Abro os olhos. Tudo é tão lindo. Vejo um preto cheio de pedras brilhantes, como se fossem nossas pedras mais preciosas e valiosas, mas não há valor algum para quase todos. Levanto o corpo e sento. É tão confortável e, com a pouca mas linda luminosidade, vejo um verde se estendendo por toda a superfície. É vivo, é real, completamente bonito e tranquilizador.Olho mais uma vez para as pedras que, ao brilharem, contrastam com o preto e em cada uma delas enchergo um tesouro. São tesouros que brilham que nem elas, e não percebem. Tesouros com diferentes qualidades. Tesouros que vivem ao meu redor. Tesouros que vivem em mim. E eu vivo por eles.
Fecho os olhos, olhando somente o meu interior e pensando em tudo. Sou invadida pela gratidão, num sentimento tão bom e grandioso. Não um sentimento bom exatamente, mas gostoso e aliviante, que limpa tudo.
Sem largar o sentimento abro os olhos querendo memorizar aquele instante. Vejo pela útima vez os brilhos no preto. Vejo pela última vez o verde revigorizante. Fecho os olhos, mas ainda continuo vendo toda aquela beleza, com o mesmo sentimento e mesma intensidade.
Meu último ato foi esplendido para mim: pela última vez abro um sorriso, que pela primeira vez era cheio de sinceridade.
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