Os aplausos soam. Mas ninguém entende. Parece falso todo esse entusiasmo. As mãos fazem uma coisa, e a cabeça outra. Todos os membros funcionam separados.Sem nenhuma ordem os corpos se movimentam, mas nem a física pode ser aplicada a essa ilógica. Se for observar mais atentamente, parece uma corrida. Porém vários vão caindo no caminho. Os obstáculos são implantados pelos próprios corredores. Uns tentam ser elegantes, outros simpáticos, mas todos são falsos. O exército vai diminuindo e as armadilhas caem sobre os próprios armadores.
O prêmio ainda está longe.
Todos caem. E o poder absoluto não é alcançado por ninguém.
04 de janeiro de 2009
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