Pedras
A muralha
O muro
Prisão
Janelas quebradas
Papelão
Jornal
Colchão
Grades
Alarmes
Arames
Portão
Espiralando pelas ruas
Tontos, sem comer.
O sol que os cegam
A chuva que os ferem
A chuva que os lavam
O sol que os secam
O sol que os esquentam
A chuva que os adoecem
E a fome que os perseguem
O riso contagiante
O olhar inocente
O choro marcante
E o estômago impaciente
O carretel roda cruel,
Esmaga.
A ciranda roda,
Viciosa, ilusória e esperançosa.
O círculo que não roda.
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