as chamas
que chegam
queimam
e se esvaem.
transcendem a vida
o cotidiano.
estou outro
dentro deste devir.
vivo mais,
mais quente
e mais intenso.
com um silêncio
irrompido em risos.
como dói viver
como sufoca esse oxigênio
queimado pelas chamas.
E no outro instante
Flutuo entre nuvens e árvores.
Sem assobiar feito passarinho
Mas ouvindo o canto até do vento
Mãos, braços, corpo e respiração
Numa dança que não para mais.
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