Pulo na cama. O suor escorre pelo meu corpo e meu coração também está aos pulos. Percebo que acordei e a minha respiração ainda está ofegante. Tudo é preto. Quero sair correndo, fugir, fugir desse pesadelo. Ponho os pés para fora da cama, mas não acho o chão. Tento respirar fundo. Sento nas laterais da cama, com os meus braços esticados, procurando uma parede, eu sei que, quando me deitei, havia uma ao meu lado. Minhas mãos apalpam o ar, que é espesso e pesado. Levanto e fico em pé na cama. O teto, pelo menos, eu devo alcançar. Não acho nada, a não ser o léu. Não consigo respirar, começo a tremer. Tudo é preto, preto e preto. Estou com sede, com fome. O frio me atinge, mas cadê a minha coberta que estava aqui quando me deitei? Realmente, tudo o que existe é preto, e nada existe. Minha cabeça começa a girar, mesmo assim. Fico mole e caio. Agora tudo é branco.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Tudo e nada
Pulo na cama. O suor escorre pelo meu corpo e meu coração também está aos pulos. Percebo que acordei e a minha respiração ainda está ofegante. Tudo é preto. Quero sair correndo, fugir, fugir desse pesadelo. Ponho os pés para fora da cama, mas não acho o chão. Tento respirar fundo. Sento nas laterais da cama, com os meus braços esticados, procurando uma parede, eu sei que, quando me deitei, havia uma ao meu lado. Minhas mãos apalpam o ar, que é espesso e pesado. Levanto e fico em pé na cama. O teto, pelo menos, eu devo alcançar. Não acho nada, a não ser o léu. Não consigo respirar, começo a tremer. Tudo é preto, preto e preto. Estou com sede, com fome. O frio me atinge, mas cadê a minha coberta que estava aqui quando me deitei? Realmente, tudo o que existe é preto, e nada existe. Minha cabeça começa a girar, mesmo assim. Fico mole e caio. Agora tudo é branco.
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