Ela estava deitada. O avião não pousava. Dormiu.E lá ela os via, lindos, felizes, correndo para encontrá-la, cada vez ficavam mais próximos, abriu os braços num sinal de afeto, e...
Um trovão, ela acordou. Os olhos assustados procuravam um relógio, sem avistar nada. Tateou a sua bolsa e pegou seu celular. Eram 18h e tudo estava escuro. Tentou ligar, mas não havia sinal. Sentou e com os braços puxou as suas pernas para si, segurando a bolsa. Os braços arrepiavam. Sem ver, tudo corria, porém a câmera lenta persistia na sua mente. O pelo eriçado ficara com um ponto molhado. Outro trovão. O clarão cegou seus olhos. O joelho apertou seu peito, mas não passava a dor. A cabeça caiu no desespero iminente. Ali adormeceu.
Era lindo o campo, as flores, as cores vivas. Era sereno. As risadas deles soavam e corriam até ela, que abriu os braços e...
O telefone tocou. A voz era grotesca. A notícia quebrava todos aqueles sonhos, e toda aquela realidade vivida até então. O telefone caiu. Não poderia ser real. Ela ficou parada. Estática. Imóvel. Os risos ecoavam em sua memória, ela os queria de volta, não poderia perdê-los. O sangue pulsava. E ela estava parada. A gota caiu no seu rosto pálido. O grito arrancou-lhe a garganta.
Era lindo o campo, as flores, as cores vivas. Era sereno. As risadas deles soavam e corriam até ela, que abriu os braços e...
O telefone tocou. A voz era grotesca. A notícia quebrava todos aqueles sonhos, e toda aquela realidade vivida até então. O telefone caiu. Não poderia ser real. Ela ficou parada. Estática. Imóvel. Os risos ecoavam em sua memória, ela os queria de volta, não poderia perdê-los. O sangue pulsava. E ela estava parada. A gota caiu no seu rosto pálido. O grito arrancou-lhe a garganta.
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